Há décadas, o homem busca aprimorar máquinas para executar tarefas antes exclusivas do trabalho humano. No entanto, questiona-se até que ponto as máquinas podem substituir a criatividade dos homens, especialmente em áreas que dependem da sensibilidade e ponto de vista sensíveis.

A automação de tarefas e a busca por replicar a consciência humana sempre estiveram presentes no debate científico, mesmo antes da invenção dos computadores. Os estudos sobre redes neurais e os métodos de simulação do cérebro humano ganharam destaque no século XX, com avanços significativos a partir da década de 1950. Desde então, a Inteligência Artificial (IA) tem se expandido de forma definitiva. Já em 1927, no filme “Metrópolis”, mesmo sem vozes e cores, a IA era retratada, como uma criação que ajudava a humanidade ou que a destruía. Esses temas têm sido explorados ao longo da história da arte, refletindo o fascínio e a preocupação em relação às máquinas inteligentes.
Cinema
O curta-metragem, “Sunspring”, teve seu roteiro de ficção científica, completamente escrito por uma Inteligência Artificial, concorrendo até a um festival no Reino Unido. A obra recebeu críticas por diálogos confusos e repetitivos, mas segundo o diretor, seu filme segue um padrão interessante.
Segundo Fabrício Beltran, colunista do jornal Terra sobre Inteligência Artificial no cinema, o cotidiano tem exposto a convivência benéfica do ser humano com a tecnologia.
“O cinema proporciona debates essenciais. Nós, enquanto sociedade, estamos no meio de uma transformação digital ampla, com princípios bem resolvidos e contribuições a serem compartilhadas por todos, de forma acessível e inclusiva.”
Fabrício Beltran, colunista
Em maio, roteiristas de Hollywood entraram em greve por não estarem de acordo com o lucro das plataformas de streaming. Os trabalhadores têm sofrido com a redução salarial de 23%, afetando a qualidade de vida de suas famílias.

Uma das explicações para a diminuição de salário é o modelo de produção dos streamings, que trabalham com temporadas curtas e com intervalos menores. O desenvolvimento da Inteligência Artificial também é preocupante para a categoria, visto
que a IA é capaz de criar roteiros de maneira rápida, além de reduzir os custos de
produção, afetando diretamente os profissionais. Eles também pedem o fim da chamada “salinha de roteiristas” pois consideram que isso torna o trabalhador descartável pela falta de acordo contratual.

A paralisação vem afetando a produção de filmes e séries como o sucesso da Netflix Stranger Things; Grey’s anatomy, da Star +; e The Last of Us, da HBO Max.
Assim como em 2007, quando roteiristas também paralisaram várias produções.
O sindicato espera conseguir um acordo digno que ofereça o básico pra qualidade humana, além das produções de filmes, séries e programas já afetados, a greve pode afetar uma das principais premiações: o Emmy.
Música na IA
A utilização da Inteligência Artificial ganhou destaque com a popularização de ferramentas como o DALL-E, um sistema capaz de criar imagens a partir de descrições em texto. Um exemplo conhecido é a foto do Papa com trajes considerados inadequados pelos fiéis, que foi gerada por essa ferramenta. A partir desse episódio, surge a preocupação com a facilidade de criação de notícias falsas e o uso indevido da IA.
O rápido avanço dessa tecnologia tem preocupado até mesmo seus próprios criadores. Em março, eles assinaram um termo que solicita uma pausa no desenvolvimento da ferramenta até que sejam estabelecidos meios regulatórios claros para identificar quais materiais são criados por IAs. A falta de identificação adequada tem levado à disseminação de Deep Fakes, que consistem no uso da Inteligência Artificial para trocar rostos em vídeos, sincronizar movimentos labiais, expressões faciais e outros detalhes.
Portanto, a discussão em torno do uso da IA está cada vez mais presente, destacando a importância de estabelecer diretrizes e regulamentações que garantam a transparência na autoria de materiais criados por essas tecnologias. Dessa forma, busca-se mitigar os riscos de abusos e a disseminação de conteúdos fraudulentos, preservando a integridade e a confiança nas produções geradas por Inteligência Artificial.

Entrevista com Larissa Cristely Valentim Bueno
“As pessoas estão em busca de músicas com fácil digestão”
Larissa Cristely Valentim Bueno
Larissa Criately, baixista da banda de punk grunge Vanice, fala sobre sua paixão pela música desde a infância e sua busca por um espaço na cena musical brasileira. Ela compartilha sua experiência com Inteligência Artificial, mencionando que trabalha com marketing e está sempre atenta às novas tecnologias.
Criately reconhece o potencial do ChatGPT para auxiliar na criação de sinônimos e ideias de temas e contextos para músicas, mas ressalta que a Inteligência Artificial não possui a capacidade de criar e transmitir emoção e significado nas letras, algo que os seres humanos são capazes de fazer.
A baixista expressa preocupação com a facilidade de uso da voz dos cantores para criar outros materiais sem a devida autorização ou créditos. Ela destaca que a voz, mesmo sendo uma parte essencial da música, muitas vezes não recebe a importância adequada e existem poucas regras que protegem os direitos dos artistas correspondentes.
Quanto ao uso excessivo da máquina na criação musical, a baixista questiona o impacto na criatividade humana e ressalta que o entretenimento é uma necessidade fundamental para as pessoas. Ela observa que a produção acelerada de músicas está banalizando o propósito original da criação musical, com uma demanda crescente por materiais de “fácil digestão” que não requerem muita reflexão. Por fim, comenta sobre a necessidade dos músicos de se promoverem, uma vez que os algoritmos tendem a recomendar sempre o mesmo conteúdo já popular, dificultando o engajamento de novos artistas que geralmente não são indicados ou destacados.
Artes Visuais
Atingindo também a área das Artes Visuais, o ArtStation, principal plataforma que reúne portfólio para artistas, teve um relacionamento conturbado com o uso da Inteligência Artificial. A grande maioria de seus usuários entraram em protesto em relação ao uso do mesmo, sobrecarregando a página principal com imagens de repúdio ao uso da IA. Todas essas imagens usaram como base a arte feita por Zakuga Mignon, principal responsável por subir a #SupportHumanArtists.
A principal crítica feita por Zaguka e pelos usuários da plataforma, se baseia no fato de que enquanto compartilham a plataforma com pessoas que utilizam de tais softwares, seus trabalhos são vulneráveis a modelos de IA. Esses modelos são treinados para vasculharem artes disponíveis no site e assim gerarem um produto a partir do trabalho de milhares de outras pessoas, que não consentiram em ter seu trabalho usado, e muito menos ganharam alguma compensação por isso.
O site acabou tendo uma resposta bem controversa ao problema, deletando vários posts da página principal que protestavam sobre o caso, na qual alegavam que o conteúdo violava os seus termos de serviço. O artista de belas artes Logan Preshaw, que já trabalhou em filmes como “Avatar” e “MIB: Homens de Preto Internacional”, se solidarizou com a causa, também fazendo seu post de protesto no site, mas acabou tendo seu post removido nem 20 minutos após postá-lo.
Quando abordamos sobre suas ações, o site foi incapaz de especificar qual termo de serviço estava sendo violado. Após a falha em censurar seus usuários, o site insistiu em não banir trabalhos feitos por IA, anunciando uma nova opção que seria designada para impedir que a arte de seus usuários fossem utilizadas para treinar modelos de Inteligência Artificial.
Outra grande empresa que teve grande repercussões devido ao uso de IA foi a Marvel Studios, tendo diversas criticas em relação as imagens de sua nova serie “Invasão Secreta”, no qual todas suas imagens foram todas geradas através de IA.
Em uma entrevista para o site de noticias “Polygon”, o diretor da série Ali Selim revelou “não entender muito bem como a Inteligência Artificial funciona”. Ele comenta que “acabou ficando fascinado pelas maneiras na qual a IA poderia traduzir o sentimento de que algo ruim aconteceria, o qual ele visava para série”.

Method Studios, responsáveis por trabalharem em séries anteriores da Marvel Studios, tais como “Ms. Marvel”, “Loki” e “Cavaleiro da Lua”, decidiu não responder perguntas relacionadas a como exatamente a sequência da abertura foi feita. Em sua resposta ao site “The Hollywood Reporter”, o estúdio afirma que “o trabalho de nenhum artista foi substituído pela introdução dessas novas ferramentas”, é a partir dessa fala tentaram explicar a situação:
“O processo de produção foi altamente colaborativo e iterativo, com foco dedicado a esta aplicação específica de um conjunto de ferramentas de IA. Envolveu um tremendo esforço de talentosos diretores de arte, animadores (proficientes em 2D e 3D), artistas e desenvolvedores, que empregaram técnicas convencionais para elaborar todos os outros aspectos do projeto. No entanto, é crucial enfatizar que, embora o componente de IA forneça resultados ideais, a IA é apenas uma ferramenta entre a variedade de conjuntos de ferramentas usados por nossos artistas.”
Method Studios
O artista conceitual, Jeff Simpson, responsável por trabalhar no desenvolvimento visual da série, comenta que não fazia ideia do uso da IA até o lançamento da série, é acredita que a ferratamenta foi terceirizada ao estúdio.
Em um momento no qual roteiristas da Marvel Studios e de muitos outros estúdios entram em greve devido a desvalorização do seu trabalho e o medo de serem substituídos, o primeiro exemplo de produção em massa de uma IA que indiscutivelmente substitui o artista de certa maneira, torna a situação que se discutia vir a ser preocupante, uma realidade cada vez mais próxima.
Ainda como exemplo, no âmbito da arte visual, Jason M. Allen, designer de jogos de 39 anos, se candidatou ao concurso “Fair Fine Art Competition”, em Pueblo West, Colorado. O homem ganhou o concurso com sua obra “Théatre D`opera Spatial”, que foi elaborado pelo “ Mid Journey” (programa cria imagens a partir de descrições textuais). O resultado do concurso revoltou desenhistas e artistas em geral, que foram se expressar sua indignação em suas redes sociais. O caso viralizou e a discussão sobre o uso da IA na área da arte virou pauta, não só na vida dos artistas, mas do público.
Maria Lúcia Soares Reis, aluna do terceiro semestre de design visual na Universidade Católica de Brasília (UCB), deu sua opinião sobre o caso de Jason. “Eu particularmente não gosto de IA em qualquer âmbito criativo, odeio a ideia de uma máquina fazer um processo orgânico e que demonstra a percepção de mundo do criador, afinal os conhecimentos, gostos e referências de um criativo é o que influencia suas criações.”
“Por exemplo, teve um cara que fez um livro infantil 100% com IA e na minha percepção é uma coisa extremamente fria da parte dele, por que primeiro um livro infantil não é um simples entretenimento que pode ser feito que qualquer criança vai gostar, livros infantis são muito complexos (pelo menos um bem feito) e necessitam de muito estudo para ser feito, além disso, fazer algo robotizado é algo tão frio especialmente para um criança que está no seu momento se formação”.
Maria Lúcia Soares Reis, estudante
Literatura
A Inteligência Artificial chegou também na literatura. O interessante desse campo, por exemplo, é que pode-se utilizar a ajuda do ChatGPT para avaliar seu livro, fazer correções gramaticais, fazer ajustes na edição e até procurar por sinônimos. No entanto, alguns escritores usam a ferramenta por completo. O autor Ammar Reshi escreveu um livro infantil por inteiro com a ajuda do ChatGPT para o texto e o MidJourney para as imagens. É o caso citado anteriormente por Maria Lúcia.

O processo de desenvolvimento do livro levou menos de 72 horas. Após a publicação do livro, “Alice and Spargel”, Ammar recebeu críticas como, “Escrita rígida e sem personalidade” ou “arte triste de doer”. Tanto o ChatGPT, quanto o MidJourney usam artifícios já encontrados nas redes, ou seja, a obra não seria 100% original.
As criticas ao seu trabalho foram diversas, em especial os comentários sarcásticos do artista Corey Brickley, no qual ele destaca todos os erros na ilustração de Ammar, todos em decorrência da carência de qualidade devido ao uso da IA.
Apenas… “Estilo de livro infantil.” Nenhuma história de artesanato, interpretação ou habilidade de um artista, corpos inteiros de trabalho agora são apenas moídos em pasta para as pessoas provarem em estilo buffet”.
Corey Brickley, ilustrador
Riscos à democracia cultural já podem ser facilmente identificados. Esse impacto além de ser cultural, pode ser também econômico, já que a geração de emprego pode diminuir com redução de custos em processos automatizados. A tendência é a baixa da criatividade e o aumento da reprodução de padrões.
O ChatGPT, é um modelo de IA que interage de forma conversacional, o permitindo ter um diálogo capaz de responder perguntas, admitir seus erros, contestar premissas incorretas e rejeitar solicitações inadequadas. treinado para fornecer informações detalhadas baseadas nas instruções de seus usuários, nos forneceu uma entrevista sobre suas habilidades na escrita literária, ressaltando que as mesmas são limitadas e não se igualam a capacidade humana.






Pense bem…


A obra à esquerda, é uma pintura impressionista de Pierre August Renoir, já a obra à direita, é uma pintura feita pela plataforma criadora de imagens “Microsoft Bing”. A I.A recebeu o comando de gerar a imagem de um parque inspirada no movimento impressionista e este foi o resultado. As semelhanças são claras, mas aí vem a reflexão, esta imagem pode ser considerada uma arte autoral ou um plágio? Bom levando em conta de que a inteligência possui um banco de dados, e os usa de base para gerar a imagem que foi pedida, talvez sim. Contudo, esse não seria o mesmo raciocínio de apenas um releitura de um artista? Ou uma obra inspirada em um movimento de arte específico? Seguindo este raciocínio, talvez plágio não seja a melhor palavra para definir esta imagem, mas arte seria? O que difere a releitura à direita da releitura de um artista qualquer sobre a obra de Pierre?


Agora olhando por um perspectiva diferente, a imagem à direita é uma ilustração dos personagens mais famosos desenvolvidos pelo “Studio Ghibli”, famoso estúdio de animação japonesa responsável por diversos filmes icônicos da franquia, como “Meu amigo Totorô”, “Viagem de Chihiro”, “Princesa Monoke”, entre outros. Por conta de seu traço de design único e tramas envolventes, as animações japonesas ganharam muita fama não só no Oriente como no Ocidente. A imagem à esquerda, foi uma ilustração gerada pela mesma I.A citada anteriormente e recebeu o seguinte comando: “gerar uma ilustração de um gato flautista inspirado no design usado pelo “Studio Ghibli”, este foi o resultado. É possível notar que existem semelhanças grandes com o estilo de animação, obviamente a imagem gerada não é perfeita, ou seja, dá para notar que não é algo original confeccionado pela empresa, mas algo perto. Além de que a ferramenta utilizada para esta exemplificação, não é a única. Inteligências como esta são aprimoradas de forma constante e rápida atualmente, logo, uma versão mais perfeita do que o exemplo, é mais do que provável. Isso seria um problema para o estúdio ou uma ferramenta útil? O emprego de designers estaria em risco? Os artista perderiam sua utilidade? Olhando por este lado, chegamos ao um lado mais sensível dessa reflexão, são mais qualidades ou desvantagens? A I.A futuramente poderia se tornar futuramente uma ameaça a grandes multinacionais? Aonde tudo isso irá chegar?
Artes Plásticas
Entrevista com Fernando Grilli
“ Arte não é sobre ter, mas sim, sobre ser”




Fotos Fernando Grilli
Fernando Grilli é um renomado artista plástico contemporâneo que estabelece um diálogo profundo entre a fotografia e a arte algorítmica em suas criações. Nascido na Argentina, ele cresceu em um ambiente permeado pela arte, com pais fotógrafos que o introduziram desde cedo nesse universo. Ao longo de sua carreira, Fernando também teve experiências na mídia, trabalhando em rádio, jornais e televisão como produtora publicitária e produtora executiva. Foi durante sua estadia na Europa que ele teve a oportunidade de aprofundar seus estudos em fotografia e arte plástica, agregando novas camadas de conhecimento à sua prática artística. Ao retornar ao Brasil, estabeleceu-se no Rio de Janeiro e teve a chance de capturar a essência do carnaval da cidade, produzindo fotos que retratam, através do seu ponto de vista, a festividade de maneira única.
Há aproximadamente um ano, Fernando Grilli deu início à criação de suas obras algorítmicas, explorando uma técnica híbrida que combina fotografias com intervenções manuais e digitais, como pintura, desenho, colagem e retoque digital, por meio de elementos que ele busca em IAs. É um trabalho minucioso, um processo em constante evolução. Essa abordagem contínua de pesquisa e experimentação impulsiona sua busca por novas fontes de inspiração, levando-o a se dedicar a novas formas de interagir com a arte e explorar os limites de sua expressão criativa.


Fotos Fernando Grilli
Quando questionado sobre a possibilidade de a Inteligência Artificial substituir artistas, Fernando Grilli responde com confiança, afirmando que não tem medo que isso aconteça. Ele destaca que utiliza a IA da mesma forma que utiliza um pincel, enxergando-a como uma ferramenta complementar. Para ele, um artista que conhece seu próprio talento, sua capacidade de criação e expressão não precisa temer que uma máquina possa tomar seu lugar. A Inteligência Artificial é vista como um recurso adicional que amplia suas possibilidades de criação. Por esse motivo, não é capaz de substituir o olhar e a autenticidade de um artista.
O artista plástico, Fernando Grilli, também observa que está revivendo a reação das pessoas diante do aperfeiçoamento da IA, comparando-a ao impacto gerado pela invenção do primeiro celular sem fio. Ele destaca que muitas pessoas ainda não sabem como utilizar plenamente essa tecnologia e não têm uma noção clara de onde ela pode levar. No entanto, ele acredita que, se utilizada para o bem, a Inteligência Artificial pode representar uma ótima evolução. Um exemplo disso são as próprias obras de arte de Fernando, que, mesmo incorporando elementos de IA, conseguem transmitir sua criatividade e emoção de forma autêntica.
Recentemente, Fernando apresentou uma série de fotografias que retratam a Amazônia, nas quais ele incorporou elementos digitais para aprimorar as fotografias que ele mesmo tirou. Além disso, ele está trabalhando em uma nova construção que explora a cidade de Buenos Aires, combinando fotos pessoais do artista com elementos de Inteligência Artificial, o artista destaca que essa criação remete a sua infância, família e local em que Fernando é apaixonado. Atualmente, está expondo suas obras em uma Bienal da Finlândia e possui diversos projetos em andamento fora do Brasil. Sua arte é uma manifestação única e poderosa que envolve tanto temas pessoais quanto questões relevantes para a sociedade.


Por fim, Fernando Grilli expressa seu desejo em voltar a se dedicar às pinturas inspiradas em suas fotografias. Para ele, em um mundo onde tudo é voltado para o dinheiro e tudo se transforma em um produto da indústria, a verdadeira essência da arte não se resume em ter, mas a ser. Um artista genuíno não está preocupado em ter muito dinheiro, mas sim em transmitir sua expressão, perspectiva e emoções por meio de sua arte. Ele ressalta que continua nutrindo sua paixão pela arte, para que um dia alguém possa olhar para suas obras e se reconhecer nelas, encontrando um sentido para a própria vida. A verdadeira realização artística reside na capacidade de impactar e ressoar nos corações e mentes das pessoas.
Para saber mais saber mais sobre o trabalho feito por Fernando Grilli, acesse o site: https://fernandogrilliart.com/ e seu instagram @fernandogrilli_art
Produção: Mariana Gomes Rabelo
Mariana Evangelista
Andrew Ily
Rafaela Techmeier
Sofia Thomas
